Submeter Ideia
Topo

Uma nova sede da Polícia Judiciária – de 1977 a 2014 – Parte 1

Uma nova sede da Polícia Judiciária – de 1977 a 2014 – Parte 1

Em meados dos anos 70, dado o crescimento da instituição, era notória a superlotação das instalações da PJ (em Lisboa – então ainda circunscrita à Rua Gomes Freire – e no resto do país).

No caso de Lisboa – Gomes Freire – a situação era insustentável: se em 1958, para uma área de 5500 m2 existiam 270 funcionários (média de 20 m2 por funcionário), em 1981, para uma área de 7500 m2 já existiam 896 funcionários (média de 8 m2 de área bruta por funcionário – área útil de cerca de 4 m2).

Apresentavam-se então dois tipos de medidas tendentes a resolver esta situação: a curto prazo, arrendar-se-iam edifícios em Lisboa; a médio/longo prazo estudava-se a ampliação do edifício da sede.

Com efeito, iniciado já em 1976, o estudo prévio de alterações ao edifício da Gomes Freire fora aprovado pelo Secretário de Estado das Obras Públicas em Janeiro de 1977. Planeava-se então a construção de um edifício de 14 pisos (mais 3 abaixo do solo) e ainda a construção de mais um piso no bloco central do edifício já existente. Em 1979 estava concluído o anteprojeto e passou-se à fase de elaboração do projeto de execução que deveria estar concluído em Março de 1981. Este projeto, também de Rodrigues Lima (arquiteto da sede, construída em 1951), permitiria acrescentar um total de 17700 m2 de área bruta de pavimentos cobertos, às instalações já existentes, ficando a sede – Gomes Freire – com uma área total de 25200 m2.

Perspetiva do Projeto de Rodrigues Lima – 1976/78 – Note-se, além da torre, com 14 pisos, a construir na área da atual zona prisional, a previsão de um heliporto por cima da cobertura do bloco interior do complexo. Fonte: Centro de Documentação da PJ

Perspetiva do Projeto de Rodrigues Lima – 1976/78 – Note-se, além da torre,
com 14 pisos, a construir na área da atual zona prisional, a previsão de um
heliporto por cima da cobertura do bloco interior do complexo.
Fonte: Centro de Documentação da PJ

Prevendo-se que a execução do projeto só estaria concluída no final da década de 80 (o que nunca chegou a suceder), tornava-se urgente remediar a situação a curto-prazo. Desta forma, a PJ inicia uma fase de arrendamento/aquisição de edifícios dispersos pela cidade de Lisboa (ex. Av. José Malhoa, Duque de Loulé, Largo do Andaluz, etc.) com a finalidade de colmatar as carências imediatas, permitindo instalar imediatamente alguns serviços, para além de servir de instalação provisória de outros serviços enquanto durassem as obras previstas.

 

Share