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Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Na passada semana assinalou-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. O dia 25 de novembro tem vindo a ser, por designação oficial da Assembleia Geral das Nações Unidas desde 1999, um dia dedicado à consciencialização e ao combate deste tipo de violência. Alertar a sociedade para os vários casos de violência contra as mulheres – sejam eles de cariz físico ou psicológico.

A escolha deste dia incide na data em que, no ano de 1960, três irmãs (Tereza, Patrícia e Minerva Mirabal) ativistas políticas na República Dominicana foram brutalmente assassinadas a mando do ditador Rafael Trujillo.

Um pouco por todo o país, por todo o mundo, o dia foi dedicado a debates, campanhas, ações de sensibilização, conversas e todo o género de iniciativas dedicadas à erradicação de um tipo de violência mascarada e infiltrada em todos os estratos sociais que não escolhe idades. Numa iniciativa que juntou Governo e várias ONG a Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, participou na Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres no Terreiro do Paço.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), uma das associações que é mais que um porto de abrigo para tantas situações, apresenta este tipo de violência como sendo o responsável por 81% dos casos atendidos nos Gabinetes de Apoio à Vítima existentes em vários pontos do país. Isto significa que, em média, uma em cada 3 mulheres é vítima de violência doméstica.

Fatores como a crise económica e o desemprego são muitas vezes apontados como desencadeadores de atos de violência e são as mulheres que ainda estão como as principais vítimas. Elas que muitas vezes são economicamente dependentes dos seus agressores e que, não raras vezes, ainda sofrem o estigma da vergonha, da exclusão social, da falta de apoio familiar, ou porque consideram não haver alguém que as possam ajudar a reconstruir a sua vida, a recomeçar. Abusos que primeiro começam por ser espaçados no tempo mas que rapidamente passam a fazer parte de uma dura realidade diária, cada vez mais intensos.

Existem mecanismos de proteção das vítimas e controlo dos agressores.

Existem apoios, ajudas, mas acima de tudo existe mais consciência deste flagelo, mais indignação por parte dos profissionais das mais diversas áreas que acompanham estes casos.

Sabia que num hospital a triagem de uma suspeita deste género é hoje feita de forma mais cuidadosa, mais atenta e sempre tendo em mente a manifestação clara deste tipo de violência?

Sabia que a violência doméstica é um crime público e que pode ser denunciado por quem assista a uma manifestação deste tipo?

É preciso estarmos mais atentos, sermos mais ativos, participarmos mais.

Combater este tipo de violência, aliás como qualquer outro, é um dever de todos nós.

Veja, a propósito deste dia, a entrevista na TVI 24 com a Secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro.