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Microchips de papel

Microchips de papel

 

Já aqui dissemos que Portugal teve hoje, na 11ª edição do Prémio Inventor Europeu no pavilhão MEO Arena a representação portuguesa com a equipa de cientistas Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, da Universidade Nova de Lisboa.

Também já dissemos que foram parte dos três finalistas indicados para o Prémio, na categoria “Investigação” com a invenção de microchips de papel.

Agora, falta explicar qual é a invenção que levou estes dois cientistas a serem nomeados e distinguidos entre os melhores das suas áreas no contexto europeu.

Porque é assim tão importante esta invenção? Porque atualmente os chips são produzidos com recurso a um elemento químico, o Silício, que se encontra em estado sólido e cuja utilização obriga a um dispendioso processo de transformação. O Silício tem inúmeras utilizações que vão desde circuitos integrados de electrónica, componentes de ligas metálicas, células fotoelétricas ou fotovoltaicas (captação de energia solar), até cimentos, vidros, cerâmicas, vernizes, lubrificantes e próteses cirúrgicas.

O Silício é um material semicondutor que existe em relativa abundância na Terra, contudo dada a sua vasta utilização devemos ter a preocupação de fazer uso consciente e responsável de um material tão valioso, no sentido de evitar ‘esgotar’ os recursos naturais do nosso planeta.

Esta invenção é importante porque permite criar chips mais baratos e com maior eficiência energética em relação aos habituais chips de silício. Não só isso. Criar chips mais baratos e recicláveis. O recurso ao papel, um bem mais facilmente manobrável, consideravelmente mais provável de reproduzir, implicando também menos gastos na sua utilização significa, também, um menor peso económico.

Onde poderia ser aplicada esta invenção? São imensas as aplicações desta invenção. Para já podia ser utilizada, por exemplo, nas etiquetas de identificação por radiofrequência que são utilizadas no transporte de encomendas e na gestão de stocks, nos bilhetes de avião, cartões de visita e, até, em algo tão corriqueiro como os rótulos de alimentos. Aplicar a tecnologia eletrónica ‘inteligente’ no nosso dia-a-dia.

Um microprocessador de papel! Mais um passo no caminho do progresso criativo e consciente.